O amadurecimento de uma obra de arte

No hay navidad, pero hay regalo – Curvóptica III – Madrid 2019/2021

The third edition of the Curvóptica series (2021), currently under development, has just awakened to an important conceptual issue, as it shows a maturing of its semiotic issues and reaches a very distinct visuality from its previous editions.

At this time of the creative process, the lines of the building structures of urban architecture taken as object-matter maintain their original proposal in the process, and overcome this limitation in curves that become, in this edition, an abstraction beyond the visual plane.

Being the curves abstractions, or if you want to call them concepts, operations of interpretative control of the spectator agent. the lines that were insistently bent in the first edition of this project (which completely erased the referential traces of the city forcing the sign towards the domain of its dimension of pure iconic quality of colors and pure forms); or the distortion of colors superimposed on a more figurative visualization of the city, characteristic of the second edition of Curvóptica (produced exclusively for Mosaico Galeria in Vitória – Brazil), no longer make sense in the current state of art that has been naturally adapting itself to the aesthetic coherence and poetic proposal that I assume at this moment of creation: the works I present intend to function as interfaces addressed to the spectator-interactor.


A terceira edição da série Curvóptica (2021), em desenvolvimento, acaba de despertar para uma importante questão conceitual uma vez que mostra um amadurecimento de suas questões semióticas e alcança uma visualidade bem distinta de suas edições anteriores.

Neste tempo do processo criativo, as linhas das estruturas edificantes da arquitetura urbana tomada como objeto-matéria prima mantém sua proposta original no processo, e superam essa limitação em curvas que passam a ser, nesta edição, uma abstração para além do plano visual.

Sendo as curvas abstrações, ou se quiser chamar de conceitos, operações de controle interpretativo do agente espectador..as linhas que se dobravam insistentemente na primeira edição deste projeto (que apagava por completo os traços referentes da cidade forçando o signo em direção ao domínio de sua dimensão de pura qualidade iconica de cores e formas puras) ; ou a distorção de cores sobreposta a uma visualização mais figurativa da cidade, característica da segunda edição de Curvóptica (produzida exclusivamente para Mosaico Galeria em Vitória – Brasil), já não fazem sentido no atual estado da arte que foi se adequando naturalmente à coerência estética e proposta poética que assumo neste momento de criação: as obras que apresento pretendem funcionar como interfaces endereçadas ao espectador-interator.

Botânica – Curvóptica I – Lisboa, 2020
Untitled – Curvóptica II – Lisboa 2020

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