Sobre reflexos e (des) junções

Patriarca – Virtualidades Urbanas – São Paulo: 2013

During my discovery as a creator of a visual language that is oriented towards abstraction, a great trigger for the awakening of possibilities of visualizing the city beyond what is presented to the naked eye were the reflections of the mirrored buildings of the city of São Paulo, the metropolis of Brazil. The encounters of these mirrorings on site, suggested to me other constructions of reflection that could be achieved through the superposition of image layers in editing software.
The combination of these mirrors, and the noise caused by other elements that, instead of replicating reflexivity, interrupt the path of the perceptive gaze in the final work, became a present in my creation process and over the years, whether in (dis)conjunctive action directly with these types of objects or as a collateral experience for works with other abstractions, the mirrors, crossed, mark my style of creating.


Durante a minha descoberta como criador de linguagem visual que se orienta em direção à abstração, um grande gatilho para o despertar de possibilidades de visualização da cidade além daquela que se apresenta ao olho nú foram os reflexos dos edifícios espelhados da cidade de São Paulo, a métropole do Brasil.
Os encontros destes espelhamentos on site, sugeriam-me outras construções de reflexão que poderiam ser alcançadas através da sobreposição de layers de imagem em software de edição.
A conjugação destes espelhos, e os ruídos dos elementos que, ao invés de replicarem a reflexividade, interrompem o caminho do olhar perceptivo na obra final tornou-se um presente em meu processo de criação e durante os anos, seja em ação (des)conjuntiva direta com estes tipos de objeto ou como experiência colateral para trabalhos com outras abstrações, os espelhos, cruzados, marcam meu estilo de criar.

Espelho do Tempo – Virtualidades Urbanas – Lisboa: 2021

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